terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Se a Igreja é tão rica por que não vende seus tesouros? Papa Francisco responde


 Papa Francisco concedeu uma entrevista a uma revista holandesa e respondeu sobre os tesouros da Igreja.

Em dado momento o repórter perguntou: “Como Papa e Bispo de Roma, se sentiu, alguma vez, sob pressão para vender os tesouros da Igreja?”

“Esta é uma pergunta fácil. Não são os tesouros da Igreja, mas são os tesouros da humanidade. Por exemplo, se eu amanhã digo que a Pietà de Michelangelo será leiloada, não é possível, porque não é de propriedade da Igreja. Está em uma igreja, mas é da humanidade. Isso se aplica a todos os tesouros da Igreja”.

O Santo Padre recordou ainda: “Começamos a vender presentes e outras coisas que são dadas para mim. E os rendimentos da venda vão para Dom Krajewski, que é meu elemosineiro. E depois tem também a loteria. Há carros que foram vendidos ou cedidos em uma loteria e os recursos recolhidos utilizados para os pobres. Há coisas que se podem vender e essas se vendem”.

Do mesmo modo, explicou que “se fizermos um catálogo dos bens da Igreja, se pensa: a Igreja é muito rica. Mas, quando foi feito a Concordata com a Itália em 1929 sobre a Questão Romana, o governo italiano daquele tempo ofereceu à Igreja um grande parque em Roma. O papa na época, Pio XI, disse: não, eu gostaria apenas de meio quilômetro quadrado para garantir a independência da Igreja. Este princípio vale ainda hoje”.

“Os bens imóveis da Igreja são muitos, mas nós os usamos para manter as estruturas da Igreja e para manter muitas obras que são feitas em países necessitados: hospitais, escolas. Por exemplo, eu pedi para enviar ao Congo 50 mil euros para construir três escolas em lugares pobres; a educação é uma coisa importante para as crianças. Eu fui à administração competente, fiz este pedido e o dinheiro foi enviado”, explicou o Santo Padre.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Mulher atacada por demônios revela o poder da água benta contra o mal

 

Créditos: Wikimedia Commons

O padre exorcista Mons. Stephen Rossetti é conhecido por relatar muitas de suas experiências com o sobrenatural e partilhar testemunhos de pessoas que viveram na opressão demoníaca e conseguiram, pela força de Cristo e da oração, livrar-se do mal. Neste artigo, publicado no Diário de um Exorcista, ele conta sobre o incrível poder da água benta!

Mulher atacada por demônios revela o poder da água benta contra o mal

Depois de anos praticando as espiritualidades da Nova Era e várias formas de ioga, “N” agora vivencia muita opressão e obsessão demoníaca.

Sua mente e afetos estão obscurecidos e nebulosos. Há alguns meses rezamos por ela e ela está melhorando lentamente. Recentemente, ela tem tido ataques demoníacos na área do estômago. Sugeri que ela bebesse um pouco de água benta.

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Ela fez isso e ficou feliz em compartilhar com o mundo a sua experiência:

“Enquanto me sentia atacada por demônios na região do estômago, bebi três ou quatro grandes goles de água benta. O efeito foi quase imediato. Fui inundada por uma luz forte e muito clara vinda de cima.

A luz empurrou toda a escuridão para longe de mim por um momento, foi uma sensação física. Então eu senti minha mente clarear e de repente pude sentir que era mais de mim mesma de novo. Percebi que havia esquecido como é isso.

A névoa na minha mente se dissipou. Eu tenho uma nova perspectiva. Parecia que meu cérebro estava funcionando em um nível normal novamente. Tudo parecia leve, dizer ‘banhada em luz’ não seria um exagero.

Uma maravilhosa sensação de paz e clareza encheu toda a minha casa. Eu me senti muito grata e impressionada que apenas um gole de água benta poderia ser tão poderoso.”

A maioria das pessoas não tem uma experiência tão profunda com o uso da água benta, mas seu reflexo é um bom lembrete da importância dos sacramentais, especialmente da água benta.

Muitas vezes me lembro de uma citação semelhante da autobiografia de Santa Teresa D’Ávila (capítulo 31):

“De longa experiência, aprendi que não há nada como a água benta para fazer fugir os demônios e evitar que voltem… De minha parte, sempre que a tomo, a minha alma sente um consolo particular e notável. Na verdade, é bastante comum para mim estar consciente de um refrigério que não posso descrever, semelhante a uma alegria interior que conforta toda a minha alma. Isso não é fantasia, ou algo que aconteceu comigo apenas uma vez, aconteceu de novo e de novo e eu observei isso com atenção…”.

Isso pode parecer exagero para alguns, mas é bom lembrar algumas coisas importantes sobre a água benta.

A água é um elemento essencial da vida e estimula a vida; não há água no inferno. A água é uma parte essencial do batismo e a água benta deve nos lembrar desse sacramento fundamental.

A água benta é sacramental e seu poder vem da autoridade e do poder que Cristo dá à sua Igreja.

Uau, a água benta é poderosíssima! Você já tinha pensado sobre isso?




quarta-feira, 21 de abril de 2021

Psicologia Católica? Psicologia Tomista!

Existe uma “psicologia católica” ou uma “psicologia cristã”? Há uma psicologia que se coaduna, que combina seus elementos com a doutrina cristã? Se você se interessa por esta questão, é justamente isso que tratarei neste artigo.

Quem é o pai?

Existe a ideia de que a psicologia teria nascido com Freud, que ele seria o fundador da psicologia. Isso não é verdade. Sem desmerecer a valor do fundador da psicanálise, este é o seu lugar na psicologia: criador de uma abordagem, de um modo de entender a psique humana, que é o sistema psicanalítico.

A forma freudiana de entender o ser humano nasceu numa época em que já existiam a psicologia experimental, a psicologia fenomenológica, a psicologia proclamada pela filosofia e outras psicologias.

Aristóteles

Quem ofereceu uma primeira resposta respeitável acerca da psique humana foi Aristóteles, filósofo grego do século quarto antes de Cristo. Foi aluno de Platão e foi o preceptor, isto é, o formador de Alexandre, o Grande. Ele publicou seus estudos sobre as emoções humanas na obra Peri Psique, traduzida para o latim como De Anima, que em português significa Sobre a Alma. Vemos aqui que o termo psique corresponde ao termo alma no nosso idioma.

Pois bem, a produção intelectual aristotélica foi perdida no mundo latino, tendo subsistido no mundo intelectual árabe. As obras de Aristóteles chegaram no que hoje chamamos de Europa apenas no século XIII d.C. Essa grande “novidade” movimentou a intelectualidade medieval e despertou o interesse de Santo Tomás de Aquino.

Santo Tomás de Aquino

Santo Tomás é um gênio da filosofia e da teologia, sua obra monumental é um dos ápices da inteligência humana. Há autores que o consideram uma “máquina de pensar”. Com apenas dezoito anos de idade ele escreveu sua primeira obra.

Na sua Summa Teologica, ele sintetizou o conhecimento psicológico apresentado por Aristóteles e integrou-o ao conhecimento então atual. Uniu a sabedoria que Aristóteles havia atingido com apenas os recursos da razão, integrou-a à Sabedoria que nos foi dada pela Revelação Cristã. Deixou-nos como herança um amplo e completo tratado sobre a alma humana, que modernamente chamamos de emoções ou psicologia.

Emoções

Não é possível, num pequeno artigo, apresentar esta psicologia aristotélico-tomista, pois ela é muito ampla. Ela contextualiza as emoções no grande esquema das potências humanas. Estabelece comparações entre a capacidade de elaboração mental dos homens e dos animais, os ditos “brutos”, pois não possuem a razão, capacidade que distingue o ser humano dos outros animais. Podemos apenas tecer alguns comentários sobre esta psicologia.

Os termos precisos

É um sistema de grande precisão terminológica, que supera certas confusões da psicologia moderna, que é imprecisa quando fala, por exemplo, de sentimentos e emoções. A psicologia tomista classifica as paixões humanas em onze. “Paixões” é um termo equivalente ao que hoje chamamos de emoção.

Doenças emocionais

A desordem dos atos humanos relacionados às paixões são as doenças emocionais, que na época eram chamadas de “enfermidades da alma”. Do entendimento e identificação dos atos desordenados e dos meios de ordená-los, para o restabelecimento da saúde, resulta a Psicoterapia Tomista, isto é, uma forma de estabelecer uma relação de ajuda com a pessoa que está doente emocionalmente.

A Psicoterapia Tomista

A utilização da base de conhecimentos da psicologia tomista e a sua transformação em um sistema de psicoterapia nos moldes da nossa psicoterapia contemporânea foi realizada por psicólogos desde os anos 1940 até os nossos dias. Os dois maiores expoentes nesta tarefa são o canadense Robert Brennan e o argentino Martin Echavarria que atualmente dirige uma universidade em Barcelona.

Atualidade do Tomismo

Este sistema que chamamos Psicologia Tomista tem atualidade nos dias de hoje. Se a doutrina de Santo Tomás como um todo, que abarca a filosofia, a teologia e a psicologia, tem alguns pontos que foram superados pela evolução da ciência, o que é natural, a sua psicologia, pelo contrário, mostra grande atualidade em nossos dias.

A alma humana, suas paixões e emoções, ainda é a mesma, é aquela que foi sabiamente descrita por Aristóteles e por Santo Tomás de Aquino. Esta psicologia é totalmente aderente aos valores da fé cristã e perfeitamente conciliáveis com a ciência. É uma psicologia científica, no sentido amplo do termo ciência.

É interessante observar que os psicólogos tomistas utilizam toda a grandiosidade do sistema aristotélico-tomista, que abarca o ser humano em sua totalidade existencial e não apenas a sua vida cotidiana, ou seja, o seu aspecto imanente. Eles conciliam este conhecimento mais antigo com as recentes conquistas da ciência moderna.

Atualmente temos recursos para estudar o cérebro humano e também os fenômenos psicofisiológicos e as nuances do comportamento humano e do aparelho psíquico. Este novo conhecimento é integrado ao conhecimento já existente, ampliando-o e atualizando-o.

Esta possibilidade e abertura para integrar um conhecimento pré-existente às recentes descobertas enriquece a Psicologia Tomista, pois sendo ciência, esta evolui e se amplia através de novos conhecimentos.

Um Sistema Dialógico e Inter-religioso

A Psicologia Tomista é inspirada na obra de um doutor da Igreja Católica. Contudo, isso não significa que ela seja adequada apenas para os fiéis católicos. Pelo contrário, é uma psicologia que busca entender o ser humano e contribuir para a solução das suas desordens psíquicas sem doutrinação. Ela terá utilidade para o ser humano em geral, seja ele católico, espírita, evangélico, agnóstico ou ateu. Não é um sistema de conversão ou debate da fé, mas de psicoterapia.

Vou concluir este artigo assegurando a você que a Psicologia Tomista, como todos os demais sistemas de psicoterapia, não pode garantir resultado, ou seja, a remissão da doença emocional ou dos sintomas. No entanto, como os demais sistemas, é eficiente na solução de muitos casos e contribui para a melhoria da qualidade de vida e da existência de muitas pessoas.

Estamos vendo renascer um grande sistema, que trará benefícios às pessoas e à ciência da psicologia.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Mensagem do Papa Francisco para a Campanha da Fraternidade 2021

 

campanha da fraternidade
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) abriram na manhã de hoje (17),Quarta-feira de Cinzas, a quinta edição da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). A abertura foi realizada de forma simbólica e virtual com a divulgação de um vídeo com pronunciamentos de representantes das Igrejas que compõem o Conic.

Neste ano, o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica é “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”, extraído da carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14.

Realizada pela CNBB todos os anos no tempo da Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, a Campanha da Fraternidade de 2021 é promovida de forma ecumênica, ou seja, em parceria entre várias Igrejas Cristãs.

A CFE 2021 quer convidar os cristãos e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual. Tudo isso através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo.

A abertura virtual deve-se à escolha das entidades promotoras da Campanha como forma de prevenção da Covid-19. De acordo com o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a decisão foi tomada em comum acordo com a diretoria do CONIC, “para evitar aglomeração nesse momento em que a pandemia assume números que nos assustam”.

Para dom Joel, “é necessário dar testemunho a respeito da importância das medidas sanitárias” e, para isso, os “recursos informáticos” disponíveis serão utilizados.

Com informações e foto de Vatican News

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Santo do dia 03/08 - São João de Deus



Inúmeros são os caminhos da santidade, como demonstra a vida deste extraordinário santo. “João Ciudad” nasceu em Montemor, Évora (Portugal), a 8 de março de 1495. Com 8 anos fugiu de casa. Em Oropesa, na Nova Castela, onde parou a primeira vez, como não soubessem seu nome, começaram a chamá-lo de João de Deus. Até aos 27 anos foi pastor e camponês. Depois alistou-se entre os soldados de aventura. Na célebre batalha de Pavia entre Carlos V e Francisco I ele estava entre os vencedores, com Carlos V.

Mais tarde participou da defesa de Viena, contra Solimão II. Terminada a aventura militar, com algum dinheiro no bolso, viajou pela Europa e acabou indo para a África. Lá fez de tudo, até vendedor ambulante em Gibraltar. De volta abriu uma pequena livraria em Granada. Foi aí que, ouvindo um sermão de João de Ávila, ele trocou de vida. Vendeu tudo e deu aos pobres. Ficou até descalço e andava pelas ruas de Granada pedindo esmola e pronunciava a frase que se tornaria o emblema de uma instituição: “Fazei bem, irmãos, a vós mesmos”. Foi mal interpretado pela gente que o colocou num hospício.

Foi providencial, por que João apenas se livrou daquele inferno; fundou um hospital onde realmente se curavam os doentes com humanidade, usando um método seguido quatro séculos mais tarde por Freud. E, também sem estudos de medicina, João de Deus, superava os médicos na eficiência das curas. A cura do espírito era uma premissa muito eficaz para a cura do corpo. João de Deus recolheu seus colaboradores numa grande família religiosa: “Fazei-bem-irmãos”. João morreu aos 55 anos precisamente no dia do seu aniversário, 8 de março de 1550. Foi canonizado em 1690. Leão XIII o declarou padroeiro de todos os hospitais e de todos os que trabalham para restituir a saúde aos enfermos.

Outros Santos do mesmo dia: São Pôncio, Santos Filemão e Apolônio, São Félix de Dunwich, São Julião de Toledo, Santo Hunfredo, São Dutaco, São Veremundo, Santo Estevão de Obazine, Beato Vicente de Cracóvia e Beato Faustino Miguez.

domingo, 2 de agosto de 2020

Santo do dia 02/08 - Nossa Senhora dos Anjos

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A pouca distância da cidade de Assis, Itália, em uma espaçosa planície está situada a Igreja de Nossa Senhora dos Anjos. A primeira ermida foi construída no ano de 352, por quatro peregrinos vindos de Jerusalém, que veneravam ali uma relíquia do túmulo da Santíssima Virgem, dedicada a Maria, assunta ao céu pelos anjos, e daí derivou o título: Santa Maria dos Anjos.

Diz a lenda que, nas vésperas de algumas solenidades, desciam de noite numerosos coros de anjos, que cantavam aleluias em muitas vozes e faziam grandes festas. Por essa razão, era conhecida como Santa Maria dos Anjos. Chamava-na também de Porciúncula, porque, conforme a tradição, os beneditinos tinham vivido ali antes de se instalar no Monte Subásio, e lhes haviam dado uma pequena porção de terra para o cumprimento de suas obrigações monásticas.

Basílica de Santa Maria dos Anjos, de imponentes dimensões, é a sétima em ordem de grandeza entre as igrejas cristãs.

Em março de 1569 foi colocada a pedra fundamental pelo bispo de Assis, Filippo Geri, da majestosa Basílica de Santa Maria dos Anjos que, por vontade do papa Pio V, abrigaria em seu interior a capela da Porciúncula.

O projeto foi feito pelo arquiteto perugiano Galeazzo Alessi. A construção terminou somente em 1679. Com o terremoto de 1832, ficou totalmente danificada. Porém, saíram ilesas a cúpula e a Capelinha da Porciúncula. Foi reconstruída por Luigi Poletti. Em 1930, foi colocada a estátua áurea de Nossa Senhora dos Anjos, obra do escultor Colasanti.

No interno da Basílica há três naves, de uma grande beleza e harmonia, e uma série de capelas laterais. No centro, debaixo da cúpula, se encontra a Capela da Porciúncula, decorada externamente com pinturas de Andréa d’Assisi. No teto, um tabernáculo gótico, renovado depois do terremoto de 1832.

A construção de uma grandiosa Basílica a Nossa Senhora dos Anjos responderia ao desejo de englobar a pequena capela e os outros ambientes onde Francisco viveu, num único ambiente e ser capaz de conter maior quantidade de peregrinos em visita a Porciúncula. Restaurada por São Francisco, a primeira capela de Santa Maria dos Anjos, que o santo recebeu dos beneditinos de Subásio, estão ali também o primeiro convento e a capela do Trânsito, lugar onde São Francisco morreu, em 4 de outubro de 1226.

Frei Tomás de Celano, primeiro biógrafo de São Francisco, narra o amor do santo para com aquele local dedicado à Nossa Senhora, chamado “Porciúncula”, que quer dizer “Pedacinho”:

O santo teve uma preferência especial por esse lugar, quis que os frades o venerassem de maneira toda particular e que fosse conservado como espelho de toda a sua Ordem na humildade e na extrema pobreza.

A Porciúncula conserva todo o frescor da primitiva austeridade franciscana. As pedras recordam as mãos frágeis do restaurador Francisco de Assis. Milhões e milhões de pessoas se prostraram aqui para encontrar a paz e o perdão na grande indulgência da Porciúncula. Os peregrinos que chegam à porta da grande Basílica de Santa Maria dos Anjos, se sentem atraídos pela pequena igreja, que está bem no coração do santuário.

Foi naquela capela que Francisco recebeu a célebre indulgência do “Dia do Perdão”, celebrado anualmente a 2 de agosto. A festa do Perdão é ainda hoje uma da mais importantes da Ordem Franciscana. Esta indulgência foi estendida à toda Igreja Católica pelo Papa Pio XII.

Diz a história: Uma noite do ano 1216, Francisco estava em profunda contemplação na pequena igrejinha da Porciúncula, quando improvisadamente apareceu uma grande luz e Francisco viu sobre o altar, Cristo revestido de luz e, à sua direita, a Mãe Santíssima cercada por uma multidão de anjos. Francisco adorou em silêncio com o rosto por terra o seu Senhor.

-"Pede o que deseja para a salvação das almas", disse Jesus.
A resposta de Francisco foi imediata.
- "Santíssimo Pai, eu sei que sou um miserável e pecador, te peço para que todos os penitentes que se confessarem e irem visitar esta igreja seja lhes concedido amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todos as culpas".
- "Aquilo que tu me pedes, Francisco, é grande", lhe disse o Senhor. "Porém de coisas maiores tu és digno e as terás. Acolho, portanto, o teu pedido, mas quero que tu peças ao meu vigário na terra, de minha parte, esta indulgência".

Francisco se apresentou ao papa Onório II, que se encontrava em Perúgia e, com simplicidade, lhe contou a visão que tivera. O papa o escutou com atenção e depois de certa hesitação, lhe perguntou: "Por quantos anos quer esta indulgência?" - "Santo Padre, não peço anos, mas almas”, respondeu Francisco.

E, feliz, saiu apressado, mas o papa o chamou de volta e disse: "Como, você não quer um documento? Santo Padre, para mim basta a vossa palavra! Se esta indulgência é obra de Deus, ele se encarregará de manifestá-la, eu não preciso de nenhum documento. Este documento deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o tabelião e os anjos as testemunhas.

Uns dias mais tarde, junto com os bispos da Úmbria, disse chorando ao povo reunido na Porciúncula: “Irmãos meus, quero mandar-vos todos para o Paraíso”!

No Brasil, existem muitas paróquias e templos dedicados a Nossa Senhora dos Anjos

sábado, 1 de agosto de 2020

Santo do dia - 01/08 Santo Antônio Maria de Ligório


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Santo Afonso de Ligório nasceu na Itália, em 27 de setembro de 1696. Aos 16 anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico. Após 10 anos trabalhando como advogado, atendendo aos pobres, seguiu para a vida religiosa. Foi ordenado sacerdote aos 30 anos, em 1726.

Em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor (padres Redentoristas). No convento, completou sua importante obra literária, composta de 120 livros e tratados. Entre os mais célebres estão: Teologia moral; Glórias de Maria, Visitas ao Santíssimo Sacramento; e o Tratado sobre a oração.

Morreu aos 91 anos, no dia 1º de agosto de 1787, em Salermo, na Itália. Foi canonizado em 1839 e declarado doutor da Igreja em 1871. O Papa Pio XII proclamou Santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.

ORAÇÃO:

Ó Deus que marcastes pela vossa doutrina a vida de Santo Afonso Maria de Ligório, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamemos em nossas ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Santo do dia 31/7 – Santo Inácio de Loyola, Confessor

O Fundador da Companhia de Jesus foi um dos pilares da luta contra a heresia protestante por meio da Contra-Reforma. A sua radicalidade e a coerência do seu espírito tornaram-se proverbiais. A sua grande habilidade nas coisas práticas e na direcção da obra que fundou não o impediu de figurar entre os grandes místicos da Igreja.
Último dos 13 filhos de D. Beltrán de Loyola e D. Maria Sonnez, Inácio nasceu em 1491 no castelo de Loyola. Aos 16 anos, foi enviado como pajem para o palácio de Juan Velásquez de Cuellar, contador maior dos Reis Católicos Fernando e Isabel, o que lhe permitiu estar em contato contínuo com a corte. Bem dotado física e intelectualmente, e afeito aos exercícios das armas, o jovem Inácio procurava avantajar-se sobre os seus iguais e alcançar renome de homem valoroso, honra e glória militar. Ou, como ele mesmo diz com humildade na sua autobiografia, “até aos 26 anos, foi um homem dado às vaidades do mundo, e deleitava-se principalmente no exercício das armas e no vão desejo de ganhar honra”.
Ouvindo falar dos grandes feitos dos seus irmãos em Nápoles, envergonhado com a sua ociosidade, participou em algumas campanhas com seu tio, o Vice-rei de Navarra. Depois, foi enviado em socorro de Pamplona, assediada pelos franceses: era a hora da Providência. Apesar de a desproporção das forças em favor dos Franceses ser esmagadora, Inácio recusou-se a capitular e, após confessar-se com um companheiro de armas, convenceu os seus a resistirem até ao fim. No meio da batalha, a bala de uma bombarda atingiu-lhe uma das pernas, partindo-a em vários pontos; a outra também foi duramente ferida, Inácio caiu por terra e os seus companheiros renderam-se.
Seria longo narrar todas as torturas a que este soldado se submeteu no castelo paterno para não ficar aleijado – pois como poderia aparecer assim na corte? Seguiu-se uma longa convalescença, altura em que leu a vida de Cristo e dos santos – os únicos livros existentes no castelo –, os quais fizeram com que a sua conversão se desse da maneira mais radical.
O primeiro pensamento do novo soldado de Cristo foi ir para a Terra Santa e viver em oração, penitência e contemplação nos lugares onde se operou a nossa Redenção. Fez uma confissão geral em Montserrat e depôs a espada no altar da Virgem. Depois disso, viveu algum tempo em Manresa, onde recebeu grandes favores místicos e escreveu os seus famosos Exercícios Espirituais.
Como não lhe permitiram ficar em Jerusalém por causa da tensa situação que ali reinava, Inácio voltou a Barcelona, para estudar e se preparar para o sacerdócio. Em seguida, partiu para Alcalá e depois para Salamanca. Nesta cidade, por causa da sua pregação e de reunir discípulos sendo ainda leigo – atitude perigosa naquela época de novidades malsãs e de heresias –, foi denunciado à Inquisição e preso, até que a sua inocência fosse reconhecida.
Resolveu então ir para Paris, para estudar na famosa universidade local. E foi aí que a Providência o fez encontrar os seis primeiros discípulos, com os quais fundaria a Companhia de Jesus; entre eles, estavam São Francisco Xavier, o grande Apóstolo da Índia e do Japão, e São Pedro Fabro.
Após fazerem os votos em Montmartre – facto que marcou o início da Companhia –, os membros deste grupo encontraram-se em Veneza. O seu plano era irem à Terra Santa, mas entretanto trabalhavam nos hospitais.
Como, passado um ano, ainda não tinham conseguido realizar o seu intento, decidiram ir para Roma a fim de se colocarem à disposição do Sumo Pontífice. Nas proximidades da Cidade Eterna, Inácio teve uma visão na qual Nosso Senhor lhe prometeu ser-lhe favorável.
O papel dos Jesuítas na Contra-Reforma católica foi essencial. À época, pareciam ameaçadas e mesmo perdidas para o protestantismo, não só a Alemanha, mas também a Escandinávia, a Boémia, a Polónia, a Bélgica, a Holanda e a Áustria, havendo infiltrações dessa seita em França e na própria Itália.
Santo Inácio enviou os seus discípulos a essas regiões infectadas, e eles foram reconduzindo para a Igreja ovelhas desgarradas na própria Alemanha. Aí trabalharam Pedro Fabro, Cláudio Le Jay e Bobadilha; mas o grande apóstolo dos povos germânicos, que obteria inúmeras reconversões, foi São Pedro Canísio, que hoje é considerado, e com razão, o segundo apóstolo da Alemanha, depois de São Bonifácio.
O papel dos Jesuítas foi também primordial no Concílio de Trento, onde brilharam os padres Laynez e Salmeron, bem como nas universidades e nos colégios, imunizando a juventude europeia contra o erro.
Santo Inácio de Loyola queria uma Companhia de escol para combater os erros da época, principalmente os de Lutero e Calvino. Por isso, estipulou que, diferentemente das outras congregações ou ordens religiosas, o seu noviciado seria de mais de um ano. Dizia ele no fim da vida, quando a sua Companhia já estava estendida por quase todos os continentes: “Se eu desejasse que a minha vida fosse prolongada, seria para redobrar a vigilância na escolha dos nossos súbditos”.
Quando um noviço não servia, Inácio não tinha contemplações, nem pela sua posição social. Assim, expulsou da Companhia o filho do Duque de Bragança, sobrinho do grande benfeitor da Companhia que foi D. Manuel de Portugal, e um primo do Duque de Bivona, parente do Vice-rei da Sicília, que era também seu amigo e benfeitor.
São Francisco Xavier – a sua mais preciosa conquista – tinha tanta veneração por ele, que muitas vezes lhe escrevia de joelhos. E nos perigos e tempestades no Oriente, invocava o seu nome, trazendo ao pescoço, como protecção, junto aos seus votos de profissão, a assinatura do Padre Inácio. Xavier afirmava constantemente: “O Padre Inácio é um grande santo”. Laynez, outro dos primeiros discípulos de Inácio e seu sucessor no generalato da Companhia, também o venerava como santo, do mesmo modo que São Francisco de Borja, terceiro Superior Geral da Companhia.
A vida interior de Santo Inácio era profunda e passava-se constantemente na presença de Deus. Conforme narra na sua autobiografia, quando queria encontrar a Deus, bastava-lhe recolher-se. Tinha repetidas visões, sobretudo quando teve de redigir as Constituições da Companhia ou de acertar pontos importantes da mesma; essas visões eram constantes também quando celebrava a Missa.
As suas vestes foram sempre pobres e sem enfeites, mas limpas e asseadas, pois, conquanto amasse a pobreza, a pouca limpeza nunca lhe agradou.
Santo Inácio faleceu no dia 31 de Julho de 1556.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Santo do dia 30/7 – São Pedro Crisólogo, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja


Um dos maiores pregadores da Igreja do seu tempo, a sua eloquência mereceu-lhe o cognome de Palavra de Ouro. Pouco se sabe dos seus primeiros anos. Consta que nasceu em Ímola, Itália, por volta de 380, de pais católicos praticantes. Foi baptizado, educado e ordenado diácono muito cedo por Cornélio, bispo da sua cidade, a quem chama pai.
Uma vez ordenado, tornou-se tão grande pregador, que era amado não só pelos seus fiéis, mas também por Gala Placídia, irmã do futuro imperador e regente do Império Romano Valentiniano III. A Imperatriz insistiu para que ele fosse arcediago da igreja de Ravena, então capital do Império do Ocidente. Mais tarde, o Imperador usou da sua influência para que se tornasse Arcebispo da mesma cidade, sendo sagrado pelo próprio Papa Sisto III. Consta que o Príncipe dos Apóstolos apareceu em sonhos ao Sumo Pontífice, a fim de o indicar para aquela sé vacante.
São Pedro Crisólogo viveu numa época muito tumultuosa. E, pelo facto de estar na capital do Império, teve de agir no meio a temores e sobressaltos na paz. Os bárbaros, godos, vândalos e hunos, apresentavam-se diante de Ravena, onde entravam queimando e saqueando. O Imperador tinha de fazer pactos, sempre muito precários. Por seu lado, a Igreja era ameaçada por várias heresias a respeito das naturezas de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Felizmente, para bem da Igreja e da verdade, o I Concílio de Éfeso – realizado em 431, e no qual brilhou São Cirilo de Alexandria – definiu as duas naturezas, humana e divina, do Filho de Deus. Mas não foi ainda a paz, pois Eutiques, sacerdote de Constantinopla, começou a pregar que as duas naturezas de Jesus se haviam fundido numa só. 
São Leão Magno enviou-lhe então uma carta, na qual expunha magistralmente o dogma da Encarnação do Verbo. O heresiarca, conhecedor da influência de São Pedro Crisólogo na Igreja, escreveu-lhe, tentando conquistá-lo para o seu lado; mas o santo respondeu-lhe: “Li tristemente a tua triste carta, e percorri com grande aflição os teus torturantes escritos. Porque, tal como a paz das igrejas, a concórdia dos sacerdotes e a tranquilidade do povo nos enchem de satisfação, duma alegria toda celeste, assim a divisão dos irmãos nos aflige e nos deprime, sobretudo quando se deve a semelhantes causas… Disputa-se temerariamente a geração de Cristo, que a divina lei nos propôs como inexplicável. 
Não ignoras para que desvarios foi Orígenes atirado ao procurar os princípios, e Nestório ao discutir as naturezas… Por isso te exortamos, irmão honorável, a que te submetas ao que foi escrito pelo bem-aventurado Papa de Roma; porque São Pedro, que vive e preside na cátedra, dá a verdade de fé aos que a procuram. Quanto a nós, afeiçoados que somos à paz e à fé, não podemos interpretar as causas da fé sem o consentimento do Bispo de Roma”.
Finalmente, em 451, o Concílio de Calcedónia confirmou a doutrina reconhecida pelo Concílio de Éfeso.
Nesse mesmo ano, sentindo aproximar-se a sua hora, São Pedro pediu dispensa do bispado e retornou a Ímola, onde havia iniciado a sua vida sacerdotal. No dia seguinte à sua chegada, rezou a Santa Missa pela manhã na igreja de São Cassiano, e pediu aos fiéis para ser enterrado ali, perto do altar. Expirou serenamente ao meio-dia.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Santo do dia 29/7 – Santa Marta, Virgem


Marta é mencionada apenas por São Lucas (10, 38-42) e por São João (11, 12ss.). A semelhança entre as imagens de Marta apresentadas por São Lucas e por São João é muito notável. O relacionamento familiar entre o Salvador do mundo e a humilde família retratada por São Lucas é de certo modo confirmado por São João, quando nos diz que “Jesus amava Marta, sua irmã Maria e Lázaro” (11, 5).
A famosa ansiedade de Marta durante a visita de Nosso Senhor, descrita por São João (11, 20-21, 39), que lhe mereceu uma gentil admoestação do Divino Salvador, está de acordo com a mulher “ocupada com muito serviço” descrita por São Lucas (10, 40). Pois é São João quem escreve (12, 2): “Ofereceram-lhe lá um jantar e Marta servia”.
Quem nos dá um vislumbre do lado mais profundo do carácter de Santa Marta é São João, quando descreve a sua fé crescente em Cristo (11, 20-27). Assim, quando ela insinua a Nosso Senhor que ressuscite o irmão, o Divino Mestre responde-lhe que Lázaro há de ressuscitar; e ela, mostrando a sua crença no dogma da ressurreição final, responde: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. O Redentor diz-lhe então: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em Mim, não morrerá. Crês isto?” O que levou Marta a fazer um acto de fé na divindade de Cristo: “Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que veio a este mundo”.
Segundo a lenda, depois da morte da Santíssima Virgem, Marta, Lázaro e Maria Madalena foram postos pelos judeus numa frágil embarcação, à mercê das ondas, a qual chegou às margens da Provença, em França pelo ano 48 da nossa era. Aí, a santa participou do apostolado de seu irmão, que se tornou Bispo de Marselha.
Também consta que, depois de ter operado um milagre em favor dos habitantes de Tarascon, Santa Marta converteu os habitantes de Aix-en-Provence. Estabeleceu então nessa terra uma comunidade de virgens em honra de sua irmã, Santa Maria Madalena, levando uma vida muito mortificada, a pão e água, e de contínua oração. Morreu por volta do ano 81.
Os primeiros a dedicar uma festa litúrgica a Santa Marta foram os frades franciscanos. Após ter sido estabelecida, em 1262, para o dia 29 de Julho, esta celebração difundiu-se e o povo cristão passou a celebrar Santa Marta como Padroeira dos anfitriões, dos hospedeiros, dos cozinheiros, dos nutricionistas e dos dietistas.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Santo do dia 28/07 São Nazário e São Celso


O Martirológio Romano traz duas entradas relativas a estes dois mártires. Uma, no dia de hoje, que diz: “Em Milão, natalício [para o Céu] dos santos mártires Nazário e jovem Celso. Depois de longamente maltratados e torturados no cárcere, Anolino mandou matá-los à espada, no auge da perseguição de Nero”. A outra é no dia 10 de Maio, e diz: “Em Milão, invenção dos santos mártires Nazário e Celso. Nessa ocasião, o bem-aventurado Ambrósio encontrou o corpo de São Nazário, coberto de sangue recente. Trasladou-o para a basílica dos Santos Apóstolos, juntamente com o corpo do bem-aventurado Celso, um jovem educado por Nazário. O juiz Anolino mandara passar ambos à espada aos 28 de Julho, na perseguição de Nero. Nessa data, também se celebra a festa do seu glorioso martírio”.
Nero foi Imperador de 54 a 68 da era cristã; logo, foi nesse período que os dois mártires deram a sua vida pela fé. Por sua vez, Santo Ambrósio foi Bispo de Milão de 374 a 397, e foi durante o seu pontificado que, por divina revelação, ficou a saber onde estavam enterrados Nazário e Celso. Portanto, mais de 200 anos depois do martírio, o corpo de Nazário, segundo diz o Martirológio, estava ainda “coberto de sangue recente”, o que significa que ocorreu uma série de milagres sucessivos relativos à descoberta desses corpos.
Após trasladar o corpo de Nazário para a basílica dos Apóstolos, Santo Ambrósio começou a falar, quando um possesso o interrompeu, gritando: “Ambrósio tortura-me!” O prelado voltou-se para ele e disse: “Cala-te, demónio! Não é Ambrósio que te tortura, mas a fé dos santos, e a tua inveja, pois vês homens subirem ao cume de onde tu caíste”, o que fez o possesso calar-se.
A tradição milanesa coloca a morte dos dois santos no dia de hoje. Sempre se julgou em Milão que o corpo de Celso não foi levado para a basílica dos Apóstolos, mas se encontrava na igreja onde, no século x, o Bispo Landulfo fundou um mosteiro.
A glória dos velhos santos milaneses ficou um tanto eclipsada pela descoberta, por Santo Ambrósio, dos mártires santos Gervásio e Protásio, Nazário e Celso, que conquistaram celebridade muito além de Itália. As suas relíquias espalharam-se por vários lugares da cristandade.